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A Paixão de Cristo

Isaías 53. 5, 10-11

Introdução

Paulo afirma em sua segunda carta aos coríntios 5. 14 que o amor de Cristo nos constrange. Como é possível entender tão grande amor e graça? Quando eu olho para a cruz e entendo tudo o que ela representa e proclama, como não ser capaz de amar e servir a este Deus?
O hino que mais marcou a minha vida foi Rude Cruz. E eu tenho declarado em meu ministério e na minha vida. Até morrer eu a vou proclamar! Porque a cruz é a expressão mais profunda que existe do amor, da graça e da vontade de Deus. A Cruz ou o que Jesus realizou nela é a revelação mais profunda do Evangelho!

A Cruz fala do que eu preciso ouvir, e não do que eu quero ouvir!
“Ele foi transpassado pelas minhas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele...”.
a)     A cruz não fala de prosperidade, ela não fala de regalias terrenas. Ela fala de arrependimento e do Céu;
b)    Ela não fala da exaltação do meu ego. Não sou eu que sou; o Eu Sou é Jesus. E, para que eu seja, eu tenho que negar a mim mesmo tomar a minha cruz e segui-lo;
c)     Ela não fala de paz no mundo – pois no mundo teremos aflições. Ela fala de paz com Deus. Porque toda ira de Deus contra o pecado foi descarregada sobre aquele que me substituiu na Cruz.

Porque esta data é importante pra nós?
Porque todo o Evangelho e revelação de Deus giram em torno dela!
Jesus veio por causa dela e para ela! João vai dizer em seu Evangelho que Deus nos amou de tal maneira que Ele deu Jesus para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. E a igreja não pode jamais se esquecer disso!
Evangelho sem a cruz é evangelho sem o Cristo;
Evangelho sem o Cristo é evangelho sem remissão de pecado;
Evangelho sem remissão de pecado é evangelho sem conversão;
Evangelho sem conversão é apenas convencimento.

E quem acha que é – sem ser – de maneira nenhuma entrará no Reino de Deus.
Hoje temos muitos convencidos e poucos convertidos; temos igrejas cheias de crentes vazios. Porque o Evangelho da Cruz foi substituído pelo evangelho do ego, da prosperidade, das glórias e riquezas do mundo. Do estrelismo e do show.
O verdadeiro Evangelho é o Evangelho do Arrependimento e da Cruz. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele.
Paixão significa sentimento forte e profundo, amor ardente. João Diz: Deus nos amou de tal maneira...
A paixão de Cristo ou este sentimento forte e profundo que o levou à Cruz nos traz revelações profundas sobre Deus, sua vontade e seu grande amor!
Não existe revelação de Deus fora do Cristo e não existe o Cristo sem a cruz! E nós somos reconhecidos como Cristãos: aqueles que creem no Cristo e seguem o Cristo. Em sua pregação, ao concluí-la, Pedro declara: “Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (At 2. 36).
E Lucas vai declarar: “ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração...”. A verdadeira conversão se dá na revelação do Cristo!

1-    A Primeira revelação que a Paixão nos traz é a revelação da teologia do Esvaziamento de Deus.

Paulo diz: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2. 5-8).
E Paulo vai continuar dizendo: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu O nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor...” (Fl 2. 9-11).
A Teologia do esvaziamento de Deus é o que explica o fluxo e o refluxo da Graça de Deus. Deus se esvaziou e inundou toda a terra com o Seu amor em Cristo, para atrair de volta a Ele todo aquele(a) que Nele crer! Jesus disse: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer” (Jo 12. 32-33). É o fluxo e o refluxo da graça! Quem nele crer não perecerá, mas terá a vida eterna! E a vida eterna é esta segundo Jesus: “Que te conheçam a Ti, único Deus...” (Jo 17. 3).
Sabe por que você está aqui hoje? Por causa da paixão de Cristo. Por causa deste sentimento de amor forte e profundo que O fez esvaziar-Se de Si mesmo e o levou à cruz! Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro. Foi a cruz que nos atraiu a Ele. Ela é loucura para o grego, escândalo para o judeu, mas para nós, é o poder de Deus que salva. É a cruz que estabelece o fluxo e o refluxo da graça.
A teologia do esvaziamento é a teologia mais profunda da Bíblia. Nós vivemos numa ganância terrível e aprisionados nas amarras do nosso ego. Lutamos por cargos e poder. É SD, é Bispo, é Apóstolo, é Patriarca. Há um tempo eu vi um vídeo e perguntaram a um pastor aí, que se intitula Patriarca: o que está acima de Patriarca? Eu vi outro vídeo de um pastor americano que foi consagrado rei e colocado num trono na igreja...
De todos os títulos que Jesus recebera o que mais alegrava o seu coração e o que Ele mais usava era: Filho do homem – Ele se esvaziou de si mesmo e assumiu a forma de homem! E o melhor exemplo desse esvaziamento Jesus nos deu no lava-pés.
João declara: “Sabendo Jesus que o Pai tudo confiara às tuas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha cingiu-se com ela...” (Jo 13. 3-4). E foi lavar os pés aos discípulos...
Esvaziamento. Aquele que quiser ser o senhor seja servo de todos! O Reino de Deus não é formado por títulos, mas por arrependidos e convertidos que se esvaziaram de si mesmos. Que declaram junto com Paulo: Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. E a vida que vivo hoje vivo na fé nele...
Jesus se esvaziou de si mesmo, para termos coragem de nos esvaziarmos de nós mesmos e nos encher Dele. 

2-    A segunda revelação da Paixão está na soberania de Deus

“Todavia, ao Senhor agradou moê-lo...” Quando Jesus subiu ao Getssêmani para orar Ele se angustiou profundamente! Getssêmani significa prensa de azeite. Ali Jesus foi moído, espremido. O processo foi tão angustiante que todos os seus vasos capilares estouraram e sangue saiu por todos os seus poros.
Ele foi moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados...” (Is 53. 5).
Antes de ser moído, prensado, no Getssêmani, Jesus se angustia e diz a Deus: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a Tua” (Lc 22. 42).
A Paixão de Cristo revela a soberania de Deus. Deus amava a Jesus e também amava a cada um de nós! Porque Deus te amou Ele moeu a Jesus. Deus nunca havia negado uma oração sequer de Jesus! Se Jesus tivesse dito: Pai eu não quero o cálice! Deus teria atendido! Mas Jesus disse: “contudo, não se faça a minha vontade...”
A cura para a iniquidade (para o pensamento errado e distorcido sobre Deus) é o reconhecimento da Soberania de Deus! Você consegue imaginar o que teria sido de nós se Deus tivesse feito a vontade de Jesus e não a Dele?
A soberania de Deus é a expressão exata do amor de Deus! Ao Senhor agradou moer a Jesus, porque agora, quando eu olho pra Jesus eu entendo que a vontade de Deus é sempre o melhor pra mim! Eu entendo que os pensamentos de Deus são mais altos que os meus!

3-    A Paixão de Cristo nos traz paz com Deus

Nós temos à nossa disposição 02 tipos de paz.
Uma é a paz de Cristo. Jesus disse: “Deixo-vos a paz a minha paz vos dou” (Jo 14. 27). Esta paz é a paz que tranquiliza o nosso coração diante das dificuldades e problemas. Esta é a paz que consola e conforta. Esta é a paz do salmista Davi quando ele diz: Ainda que eu ande pelo vale da sobra da morte não temerei mal algum porque tu estás comigo.
A outra é a paz com Deus. Esta paz foi perdida no Éden e novamente gerada na cruz do Calvário. Ela é a paz que aplaca a ira de Deus contra o pecado.
O castigo que nos traz a paz estava sobre ele!
O autor de Hebreus nos declara: “e a Jesus, o mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel” (Hb 12. 24).
Em Gênesis 4. 10 Deus disse: “Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim”.

Reflita sobre a crucificação. O que você faria se fosse com seu filho?

Os textos de hebreus e Gênesis que mencionamos nos diz que o sangue fala! O sangue de Jesus nos traz paz com Deus. O sangue que foi vertido na cruz do calvário clamou desde a terra por nós e aplacou a ira de Deus. O sacrifício que Ele fez foi suficiente!
E a todo aquele que Nele crer, Deus deu o poder de ser feito filho de Deus!

A paixão de Cristo nos traz paz com Deus

Agora pelo sangue da nova e eterna aliança, eu que antes estava longe, agora me acheguei pra perto. Agora eu posso me aproximar da mesa do Senhor e saber que graças a Jesus, Deus agora também me recebe à mesa e me vê como filho(a) Dele!

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